Jackeline Coelho, Advogado

Jackeline Coelho

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Christina Morais, Advogado
Christina Morais
Comentário · há 12 anos
Com todo respeito às ponderações do doutor, que obviamente deu sua opinião pautada em elementos sólidos, mas nós, advogados, devemos visualizar este evento sob outro prisma... Independentemente do mérito nesse caso concreto (o qual eu desconheço), o fato é que EM TESE é um precedente maravilhoso que deve servir de exemplo. Na minha comarca existe pelo menos um ex magistrado que vem atuando na advocacia com total falta de ética e desrespeito à classe, sendo este mesmíssimo magistrado, o ator de tristes cenas de desrespeito aos advogados em geral, enquanto exerceu o cargo de juiz. Se a pessoa não respeitava a classe antes, porque achar que vai passar a respeitar depois? Alguém que notória e publicamente sempre demonstrou repúdio à advocacia e aos advogados, simplesmente não merece ser advogado. A OAB não deve aceitar inscrição de qualquer um só porque "passou na prova", e menos ainda, por intimidação, só porque no passado foi um ilustre magistrado ou ocupante de qualquer outro cargo jurídico. A advocacia é um ofício sério e que exige respeito. A advocacia é um sacerdócio e não apenas um ganha pão, e menos ainda deve se prestar a ser instrumento politiqueiro de quem se recusa a sair do cenário jurídico por pura ganância ou vaidade. Não estou falando de Joaquim Barbosa, especificamente. Estou falando de inúmeros egressos de outros cargos jurídicos que entram para advocacia após se aposentarem pelas mais tortas motivações. Isso não deve ser aceito. Idoneidade moral é requisito básico da advocacia e ter sido um operador "correto" em outra função, por si só, não faz um bom advogado. O bom advogado assim já nasce e, portanto, é alguém que sempre respeitou a advocacia. Um bom advogado, no sentido latu do termo, pode até decidir ser juiz, delegado ou promotor, se assim entender que poderá prestar melhores serviços à Justiça e merecerá com toda honra exercer a advocacia depois. Um bom juiz, promotor ou delegado idem. Se entender que por meio da advocacia poderá continuar prestando sua contribuição para a Justiça. Mas alguém que jamais respeitou a classe, não tem perfil para ser um advogado. Essa pessoa descumpriu a ética profissional no seu âmago, já que a urbanidade entre os profissionais dos diversos ramos das ciências jurídicas é condição sine qua non para provar ética e merecimento neste meio sagrado. Sagrado sim, pois sem advogados não há Justiça. E quem nunca compreendeu isso, não merece ser advogado só para satisfazer o ego de continuar em cena. Portanto, eu reitero: este caso concreto à parte, no que toca ao ex Ministro, fato é que alguns ex juízes notoriamente não deveriam integrar os quadros da OAB pela sua vida pregressa de acintes contra a classe e seus membros.
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